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A Folha de São Paulo online publicou uma matéria sobre uma baleia-franca-astral que nadou nas águas catarinenses na semana passada.

A presença da baleia contraria a opinião de muitos, que afirmam não ocorrer com frequência a visita de baleias no litoral perto de Florianópolis. Eles podem ter razão no que diz respeito a frequência, porém é impossível negar que esses animais utilizam a costa catarinense.

As águas do oceano devem ser preservadas para que a possamos continuar com a qualidade de vida em Florianópolis.

Leia a matéria de Gabriella Manccine:

30/09/2010

12h02

 

Baleias encantam turistas no litoral catarinense

 

GABRIELLA MANCINI
ENVIADA ESPECIAL A SANTA CATARINA

No litoral sul de Santa Catarina, a uma hora de carro de Florianópolis, turistas, pescadores e surfistas compartilham as águas do Atlântico com uma visitante de peso: a baleia-franca-austral.

A espécie vem à região para acasalar, ter filhotes e amamentar, migrando da Antártida para o Brasil, onde fica de julho a novembro. “Escolheram essa zona
por ser de águas quentes e tranquilas, longe de seus predadores naturais [como orcas e tubarões]”, conta a bióloga Mônica Pontalti, coordenadora da equipe de pesquisadores da ONG Instituto Baleia Franca(IBF).

Em parceria com a operadora Turismo Vida Sol e Mar (licenciada pelo Ibama), o IBF faz passeios diários de barco para observar baleias (em inglês, “whale watching”).
Neste ano, a saída ocorre em Garopaba, a 80 km da capital e próximo à praia do Rosa, onde os turistas preferem se hospedar.

São exigidos alguns cuidados na observação de baleias. A tripulação veste salva-vidas e capa impermeável. Alguns preferem tomar remédio para náusea.

A bordo, há sempre um biólogo, que aproveita para monitorar os animais (também feito por céu e terra). O motor é desligado a 100 metros da baleia para evitar ferimentos e não assustá-la.

Não é permitido tocar as baleias porque, além de espantá-las, pode haver contaminação. O capitão Denis dos Santos, 30, que nos conduziu, solicitou ainda que a tripulação evitasse se levantar e bater os pés no chão.

Nem precisaria pedir. Ao avistar uma baleia, o rebuliço é geral. No entanto, à medida que ela se aproxima, curiosa, o silêncio se instaura.


Editoria de Arte/Folhapress

Ficamos imóveis, em suspense. A baleia — que chega a até 17 metros e 60 toneladas — chega a tocar o barco. Ouvimos sua respiração, enquanto prendemos a nossa.

“Elas vivem na monotonia da Antártida. Quando notam a tripulação, se aproximam para fazer contato. Elas se divertem, exibem seu balé”, diz o empresário argentino Enrique Litman, presidente do IBF. Ao todo, avistamos dez baleias em nosso passeio, entre adultos e filhotes.

Elas recebem apelidos que ajudam a identificá-las. Em 2009, o destaque foi a baleia Michael Jackson, hiperativa, com traços de albinismo. Neste ano, a Charmosa se difere por ter calosidade nos lábios, e não apenas na cabeça; e a Daiane dos Santos recebeu o apelido porque, ao avistar o barco, saltou.

Elas chegam “gordinhas”, mas, como não se alimentam por ali (não há krill, minicrustáceo, base de sua dieta), ao final da temporada podemos ver suas vértebras marcando a pele. Hora de voltar.

Gabriella Mancini e o repórter-fotográfico Apu Gomes viajaram a convite da Secretaria de Turismo Cultura e Esporte do Estado de Santa Catarina, da Santur e da operadora Vida Sol e Mar

Hoje vai ocorrer o último debate, de julho, sobre o Estaleiro SC. A audiência ocorrerá em Florianópolis, na praia de Jurerê, às 19h no Jurerê Sport Center.

Esse é o último de outros dois debates que aconteceram nos municípios de Governador Censo Ramos e Biguaçú. É de extrema importância que a sociedade contribua com sua opinião sobre a construção dessa gigante obra.

A empresa OSX estima que, com a criação do Estaleiro SC mais de 4 mil novos empregos sejam criados. Deve-se levar em consideração as necessidades reais do local. Será que a região de Biguacú e arredores precisam realmente desse investimento? Quanto de benefício e de malefícios essa obra irá trazer? Será que além de prejudicar a bahia dos golfinhos esse investimento não trará mais violência ao local?

Essas e muitas outras perguntas e respostas devem ser esclarecidas nas audiências públicas. Mas é preciso a presença da sociedade para se fazer presente os interesses do povo.

Essa matéria saiu no site da uol, dia 2.07.10. É importante que divulguemos esse crime ambiental e contra a humanidade.

Petróleo: devastação tornou-se cotidiana no Delta do Níger

BODO, Nigéria, 2 Jul 2010 (AFP) -A água do Delta do Níger, área de manguezais perto de Bodo, um dos diversos povoados desta região localizada no Golfo da Guiné na África ocidental, apresenta reflexos de arco-íris, devido ao petróleo que vaza dos oleodutos.

Há décadas, esta região pantanosa e rica em hidrocarbonetos no sul da Nigéria, onde operam diversas multinacionais petroleiras, está contaminada por vazamentos.

Entre 9 e 13 milhões de barris vazaram nos últimos 50 anos, segundo um estudo realizado em 2006 por especialistas nigerianos, americanos e britânicos.

Segundo eles, isso representa um vazamento a cada ano equivalente à mancha de óleo causada pelo naufrágio do “Exxon Valdez” no Alasca em 1989.

É um desastre ecológico despercebido e, no entanto, mais grave que a atual catástrofe no Golfo do México, segundo as autoridades nigerianas.

Longe do primeiro plano da atenção da mídia, os 30 milhões de habitantes do Delta do Niger – região pobre apesar de abrigar oleodutos e milhares de poços de petróleo -, viu como seus recursos foram degradados com o passar dos anos.

Gaagaa Giadom, 60 anos, que já quase não tem dentes, acaba de voltar da pesca, sem conseguir nada, apesar de ter ido até o rio Bonny, a quase 12 horas de navegação a partir de Bodo.

O ar úmido durante esta estação chuvosa está carregado pelo odor fétido da gasolina, e uma espessa camada de óleo cobre a areia.

“Saio, mas não pesco nada”, disse, sentado em sua canoa vazia. “Há vinte anos pesco aqui”, afirma, enquanto sustenta entre suas mãos um remo coberto de óleo.

Um pouco mais longe, perto do campo, Mike Vipene também se lamenta. “A terra já não é fértil por causa do petróleo”.

“Inalamos isso todos os dias, e nos adoece”, disse.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUE) efetua atualmente um estudo de impacto desta contaminação em Ogoniland, onde Bodo está localizado.

“Há centenas de lugares contaminados (…) entre eles alguns importantes por seu tamanho que representam uma séria ameaça para a saúde e o meio ambiente”, explicou Michael Cowing, responsável pelo projeto.

A expectativa de vida aqui é de 45 a 50 anos, e de 55 a 60 anos no restante do país, segundo as autoridades.

Identificar a causa desta contaminação não é tarefa fácil no Delta do Níger, região complexa e violenta, onde todos se eximem de responsabilidade.

Frustrados por não obter benefícios de exploração de hidrocarbonetos, que significa mais ou menos 80% das receitas do Estado, diversos habitantes canalizam sua cólera contra a indústria petroleira.

Gigantes do setor, como Chevron, ExxonMobil ou Total, operam no Delta.

Em Kegbara-Dere, povoado vizinho a Bodo, o um poço pertencente à Shell incendiou-se há pouco tempo.

Defensores do meio ambiente e dos direitos humanos denunciam a negligência das companhias petroleiras.

Mas segundo a Shell, primeira operadora na Nigéria, os vazamentos ocorrem sobretudo por conta de atos de sabotagem ou roubo de petróleo mediante a perfuração dos oleodutos.

A casa Brasil em Johannesburg divulgou também o video projeto revolucionário. O objetivo da Finep é mostrar o potencial tecnológico brasileiro divulgando novas tecnologias produzidas especialmente para a copa de 2014.

O estaleiro de Eike Batista pode ser tranferido para o Rio de Janeiro. A matéria foi veiculada pelo Diário Catarinense, hoje  30.06.

Os motivos se baseam na dificuldade da empresa OSX em conseguir o licença ambiental em Biguaçu. A empresa ESX já entrou com o pedido de licenciamento ambiental no Rio de Janeiro. O tramite jurídico deve percorrer pos alguns meses, porém segundo a matéria do DC, as leias ambientais no Rio de Janeiro são menos rigorosas que as de Santa Catarina.

Deve ser por este motivo que o Rio de Janeiro continua lindo…

A rede Globo lançou uma campanha para ajudar os desabrigados das enchentes no Nordeste. Para ajudar-los basta twittar as palavras #copasolidária.

A enchente causou muita destruição e deixou milhares de pessoas desabrigadas. No município de União dos Palmares (AL), a situação é tão grave que a melhor solução é reconstruir o município em outro local. Todas as construções foram destruídas, incluindo prefeitura, hospital e escola.  Nas ruas encontram-se somente escombros e destruição.

Os estados mais atingidos pelas chuvas foram Pernambuco e Alagoas. Olhem as imagens impressionantes de uma reportagem que foi ao ar ontem, dia 23.06, no Jornal Nacional.

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